Seguidores

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A solução dos problemas está na família




Todos os dias lemos nos jornais e vemos nos telejornais, reportagens sobre capturas de grupos delinqüentes ou em alguns casos, a dotação de novos implementos para a polícia, ou até mesmo, a inauguração –feita cm grande pompa- de novos centros penitenciários. Entretanto, quase nunca refletimos sobre se estamos atacando os males pela raiz, ou se estamos apenas colocando panos quentes para curar uma doença cujo tumor está no mais profundo da nossa sociedade.
A decomposição social que padecemos hoje em dia não se conserta com soluções esquivas, que vem apenas para remediar as conseqüências mas não buscam ir à origem do próprio problema.
Pessoas abandonadas ao álcool e às drogas, pessoas em cujo interior existe um conflito, que em um princípio formaram parte de uma família, mas que dentro delas não encontraram o espaço que necessitavam e buscaram no lugar menos indicado.
Conflito no interior do coração humano, esse é o problema de fundo que assola a sociedade. Conflitos que podem ser solucionados se reforçada a família, que é a primeira escola onde as pessoas devem ser formadas nos princípios e valores morais que regerão suas vidas.
Entretanto, vemos como a família é constantemente atacada hoje em dia, atacada desde sua própria composição com projetos de lei que buscam equiparar o matrimônio com as uniões homossexuais. Atacada com leis que em vez de fortalecê-la, a debilitam ao dar espaço ao divórcio com mais facilidade. Atacada mediante leis que atentam contra sua abertura à vida ao promover o aborto, enfim, atacada de diferentes maneiras e até mesmo por aqueles que deveriam velar por sua integridade.
Tudo isto destrói as bases da família, ferindo-a de morte porque em seu interior os valores da sociedade de consumo estão substituindo os valores espirituais; trazendo como resultado o vazio de seus membros e a busca de soluções no exterior, quando estas estão dentro do coração humano.
Esta mudança de valores e suas conseqüências, podemos constatá-la cada um de nós dentro dos próprios lares, em um mais que em outros. Já não ha tempo para se comunicar, para dialogar e intercambiar experiências, sonhos e temores entre os membros de uma mesma família; mas sim há tempo para ver mais televisão. Já não há tempo para escutar os filhos ou a esposa ou esposo, mas sim para aumentar a carga de trabalho e para sair com os amigos. E se não ha tempo para conversar e compartilhar experiências com aqueles a quem "vemos", haverá tempo para falar e escutar a Deus?
Esta falta de afeto e acolhida dentro da família faz com que seus membros -especialmente os filhos- sintam suas necessidades básicas insatisfeitas -como o amar e ser amados-, trazendo como manifestações desta frustração o desamor, a violência ou a fuga da realidade mediante o álcool e as drogas.
Fortalecer a família, é um caminho privilegiado para curar a sociedade, do contrário, continuaremos nos enredando nas conseqüências antes mencionadas e continuaremos nos enfrentando apenas com medidas paliativas, criando um círculo vicioso que cada vez se fechará mais.
Fortalecer a família é aproximá-la de Deus, encaminhá-la pelo caminho que Ele traçou para ela e para o qual foi criada.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Família e o Desenvolvimento da Fé da Criança


Certo dia, um homem ao ouvir sua mulher dizer-lhe que um homem de Deus tinha prometido que ela ficaria grávida fez a seguinte oração: “Ó Deus Eterno, peço que mandes de volta o homem de Deus que enviaste, para ele nos dizer o que devemos fazer com o menino quando nascer” (Juízes 13.8). Este episódio está registrado no livro de Juízes, capítulo 13 e ensina uma importante lição às famílias, que nada mais é do que a dependência de Deus na criação dos filhos.
Os pais são os principais modelos de fé que as crianças têm. São eles que estão em contato diário com os filhos e estes vão assimilando as atitudes e os valores deles através do convívio que mantém com eles. Por esta razão que Deus orientou aos pais a aproveitarem todas as oportunidades que tinham para ensinar as leis aos seus filhos (Deuteronômio 6.5-8) e buscarem nele a sabedoria para educá-los.
A criança vai formando a imagem de Deus a partir das primeiras experiências de relacionamentos que os pais estabelecem com ela. A partir dos cuidados e do carinho que recebe nos primeiros anos de vida, ela vai aprendendo a confiar nas pessoas e a base da fé em Deus é a confiança. Mais tarde, a criança passará a imitar o exemplo daqueles com os quais mantém relacionamentos. Caso esses exemplos sejam de pais que demonstram no seu dia a dia compromisso com o Senhor, a criança receberá essa influência que também irá contribuir para o desenvolvimento de sua fé.
As histórias bíblicas que ouve, os versículos bíblicos e os cânticos  que lhe são ensinados ajudam a criança a entender o mundo a partir da visão bíblica que está recebendo daqueles que são os seus principais educadores, ou seja, a família.
À Igreja, cabe a responsabilidade de ajudar os pais na educação cristã das crianças, conscientizando-os do valor que a família tem no desenvolvimento da fé. O que a criança recebe nos primeiros anos de sua vida é o que ficará para a vida inteira. Ela vai aprender a fé através da imitação, identificação e instrução, que lhe são dados por aqueles que convivem diariamente com ela.
A criança tem uma alma que precisa de salvação e ao receber as instruções baseada na Verdade, que é Jesus, terá condições para fazer escolhas acertadas durante sua vida. Para tanto, é importante que haja investimento em sua educação cristã para que possa crescer na certeza de que pertence ao reino da Luz e como membro desse reino possa brilhar no mundo como estrela, refletindo a Luz de Jesus.
Lidia Barros Pierott

quarta-feira, 25 de abril de 2012

EVANGELIZAÇÃO DE CRIANÇAS

"...Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura..." (Mc 16.15). A criança também é uma criatura de Deus. Com seu jeito singular de ser, ela também precisa ser impactada com a mensagem de salvação.
Atualmente, nossas crianças são envolvidas por laços que destroem sua inocência e que aprisionam suas mentes. Como consequência, temos uma geração teimosa, rebelde e inconstante. Apesar disto, a criança ainda tem sensibilidade para com tudo que está relacionado com Deus e a sua Palavra. Por isso, temos que aproveitar para plantar no coração de cada uma os estatutos do Senhor, de modo que ela cresça cada vez mais no conhecimento da Palavra e desenvolva um relacionamento de amor com Deus, por meio de seu Filho Jesus. Para tanto, ela precisa ser evangelizada para ter a sua vida impactada com a Verdade e, ao aceitá-la, aprender a viver como Jesus. Depois, a criança ainda poderá testemunhar desse amor onde estiver. Ao participar de um treinamento na cidade de Marabá-PA, ouvi de uma jovem que fazia parte do grupo o seguinte depoimento:
"Eu estou aqui, porque uma criança me evangelizou. Ela sempre me dizia que eu precisava aceitar Jesus para poder ir morar no céu. Eu aceitei a Cristo e agora quero aprender a trabalhar com as crianças, pois sei o quanto elas são importantes no reino de Deus". A criança salva será capaz de produzir frutos para o reino ao impactar a vida de muitos que estão a sua volta com seu testemunho. Levemos até as crianças a mensagem de Jesus, pois só assim elas poderão ter a possibilidade de se tornarem filhas de Deus, irrepreensíveis, sinceras e íntegras no meio de uma geração corrupta e perversa, e resplandecerão como  luminares no mundo (Fp 2.15)
Impactemos a vida das crianças com nossas orações. Certa vez, Jesus disse aos seus discípulos que certas obras só podem ser realizadas co oração. O inimigo está ao derredor querendo tragar as crianças. Com a oração é que prosseguiremos na missão de resgatá-las para o reino de nosso Deus. Oração e Ação é o que impactará a vida das crianças brasileiras.

LÍDIA BARROS PIEROTT- Professora, líder nacional do Amigos de Missões- UFMBB

OREMOS: 1- Pela salvação das crianças brasileiras 2- Para que as igrejas assumam, de fato, essa visão e grande desafio, 3- Para que as crianças crentes também ganhem os seu colegas e amigos para Jesus,4- Para que invistamos tempo em oração pela salvação das crianças.

terça-feira, 27 de março de 2012

O VERDADEIRO SENTIDO DA PÁSCOA

O maior motivo de comemoração para os cristãos é o dia em que seus pecados foram perdoados, o dia em que o homem foi comprado por um preço muito alto e esse preço foi a vida do próprio filho de Deus, que morreu para que todos pudessem ter vida eterna através dEle. Ele morreu, mas também ressuscitou, e esse é o nosso maior motivo de orgulho.A Páscoa, o feriado onde todos nós deveríamos celebrar com júbilo e regozijo a Graça do Senhor Jesus, tem perdido o sentido ao longo dos anos. Fiquei muito triste quando um dia, ao conversar com uma criancinha de 8 anos, ao perguntá-la qual era o sentido da Páscoa ela ter me dito que era o dia em que deveríamos ficar esperando o "coelhinho da páscoa" para comer os "ovos de páscoa". Aquilo atingiu o meu peito como uma flecha, pois desde muito pequena ela sempre freqüentou a Escola Bíblica Dominical e ficou muito surpresa quando eu lhe disse o que era realmente a Páscoa, então resolvi continuar a pesquisar, vi que apenas 2 em 10 crianças, filhas de Evangélicos, sabem qual é o verdadeiro sentido da Páscoa, mas de quem é o erro? De nós mesmos. Quem nunca deu um "ovo de páscoa" para o seu filho? Ou ainda, que nunca fez seu filho no domingo de Páscoa acordar bem cedo para procurar os ovinhos que o coelhinho deixou??? Como? O coelho nem ao mesmo coloca ovos! Nas escolas, as professoras fazem uma festinha explicando o sentido da Páscoa, dizendo que é por causa de Jesus que nós a comemoramos ou vestem as crianças de coellhinho e distribuem ovos de chocolate? O ensinamento que deveria ser dado na Páscoa é dado no Natal, ou melhor, na farsa do Natal .Outro meio que serve para massificar a idéia do "coelhinho da Páscoa" na mente das crianças é a TV, as propagandas que falam sobre os ovos de páscoa e usam a imagem de um coelhinho "fabricando os ovos". Muitas outras coisas ainda ajudam a esconder a maravilhosa verdade sobre a Páscoa das crianças: Outdoors, Cartazes, encartes nos jornais de domingo etc. Em que caminho estamos educando as nossas crianças? Estamos cumprindo a palavra de Deus? Veja o que ela diz: "Portanto, já que vocês aceitaram Cristo Jesus como Senhor, vivam unidos com ele. Estejam enraizados nele, construam a sua vida sobre ele e se tornem mais fortes na fé, como foi ensinado a vocês." (Colossenses 2:6-7)  " Depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres, mas ainda precisam de alguém que lhes ensine as primeiras lições dos ensinamentos de Deus." (Hebreus 5:12) "Assim nós anunciamos Cristo a todas as pessoas. Com toda sabedoria possível, aconselhamos e ensinamos cada pessoa, a fim de levar todos à presença de Deus como pessoas espiritualmente adultas e unidas com Cristo." (colossenses 1:28)  Devemos prestar mais atenção em pequenos detalhes que podem se transformar em uma bola de neve no futuro, afetando na vida espiritual e devocional de nossos filhos. Pense Nisso.
Irlan de Alvarenga Cidade
Bíblia World Net



quinta-feira, 22 de março de 2012

Escolas Promotoras de Saúde

Escolas Promotoras de Saúde


Todas as escolas deverão ser promotoras da saúde, no entanto para integrar a rede de EPS deverão distinguir-se pela inovação, cultura de desenvolvimento individual e organizacional, bem como pela implementação efectiva dos princípios e das praticas da promoção da saude, devendo para isso, criar mecanismos de avaliação do processo.
A estratégia de Escola Promotora de Saúde surge no final dos anos 80, como parte das mudanças conceptuais e metodológicas que incorporam o conceito de promoção da saúde na saúde pública, estendendo-o ao mundo escolar. A promoção da saúde, como estratégia eficaz para melhorar a saúde e a qualidade de vida, teve um grande desenvolvimento com a Carta de Ottawa (Canadá, 1986), que define o conceito de Promoção da Saúde como “...o processo destinado a dotar os indivíduos para exercerem um maior controlo sobre sua saúde e sobre os factores que podem afecta-la... reduzindo os factores que podem resultar em risco e favorecendo os que são protectores e saudáveis... A saúde é o resultado dos cuidados que cada indivíduo dispensa a si mesmo e aos demais, da capacidade de tomar decisões, de controlar sua própria vida e de garantir que a sociedade em que vive ofereça a todos os seus membros a possibilidade de gozar de um bom estado de saúde.”
A partir da Carta de Ottawa, surgiram outros compromissos que reafirmam os seus princípios (Declaração de Adelaide, 1998; Declaração de Sundsvall, 1991; Declaração de Bogotá, 1992; Declaração de Jakarta,1997; Declaração do México, 2000; Declaração do Chile, 2002).
As Escolas Promotoras de Saúde, tem três componentes relacionados entre si:
1) Educação para a saúde integral, incluindo o desenvolvimento de competências para a vida;
2) Criação e manutenção de ambientes físicos e psico-sociais saudáveis;
3) Oferta de serviços de saúde, alimentação saudável e vida activa.

A educação para a saúde integral responde às necessidades do aluno em cada etapa do seu desenvolvimento. Visa a saúde como uma construção social, abordando a inter-relação dos problemas de saúde com os seus factores determinantes, dentro de cada contexto. Incorpora a Educação para Saúde em nível curricular e como parte do projecto institucional. Utiliza todas as oportunidades educativas a nível formal e informal para promover a saúde. Promove a reflexão e a análise crítica da informação; facilita a tomada de consciência dos estudantes e da comunidade educativa como um todo. Procura desenvolver novos conhecimentos e habilidades que contribuam para a adopção e manutenção de estilos de vida saudáveis, por meio de técnicas participativas e actividades significativas que possam transcender o âmbito escolar.
A criação e manutenção de ambientes físicos e psicossociais saudáveis implica a promoção de um ambiente escolar físico seguro, limpo e com estrutura física adequada; com um ambiente psico-social que promova relações interpessoais positivas, sem agressão, violência, álcool ou drogas; com igualdade nas questões de género, estimulante para todos os seus membros e que favoreça a aprendizagem. Este componente promove a escola como um espaço de trabalho saudável, tentando melhorar, por meio do diálogo e do consenso, as condições de trabalho e estudo.
A oferta de serviços de saúde, alimentação saudável e vida activa está direccionada à detecção e à prevenção integral de problemas de saúde, através da atenção precoce e acompanhamento correspondente e apropriado. Este componente pretende fortalecer o vínculo entre a escola e a equipe de saúde, para que as actividades se complementem e se reforcem mutuamente. Também implica na articulação entre os sectores da saúde e da educação para definir as necessidades, os problemas de saúde e os métodos pertinentes e apropriados para abordá-los.
Na grande maioria das escolas, existem refeitórios e cantinas escolares, mas é necessário avaliar o tipo de alimentos que se oferecem aos alunos, procurando garantir, na oferta, opções para que possam escolher alimentos saudáveis. Ao mesmo tempo, a escola é o lugar ideal para promover uma vida activa, que faz parte do desenvolvimento de estilos de vida saudáveis.

A Rede Europeia de Escolas Promotoras de Saúde (REEPS) foi constituída para promover, através do Gabinete Regional para a Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS), um grupo de escolas modelo que demonstrassem o impacto da promoção da saúde no meio escolar.
O desenvolvimento de uma escola promotora de saúde (EPS) assenta nos seguintes princípios:
• A promoção da saúde é um processo de desenvolvimento permanente;
• O processo educativo e a promoção da saúde contribuem para o desenvolvimento de capacidades e aquisição de competências de cada indivíduo para confrontar-se positivamente consigo próprio e com o meio, construir um projecto de vida, desenvolver hábitos saudáveis e exercer plenamente a cidadania;
• O envolvimento dos diversos elementos da comunidade educativa, valorizando a participação activa dos adultos de referência.


Objectivos:
• Debater problemas pertinentes da promoção da saúde na escola;
• Reconhecer a prevenção como um forma de luta contra a doença;
• Desenvolver trabalhos / campanhas de divulgação da prevenção de doenças;
• Contribuir para a formação dos professores numa perspectiva de educação para a saúde;
• Permitir a troca de experiências entre os docentes das diferentes área disciplinares;
• Promover activamente a auto-estima de todos os alunos pela demonstração de que cada um possui um potencial susceptível de desenvolvimento e aperfeiçoamento, e gerador de uma melhor qualidade de vida;
• Desenvolver boas relações entre adultos e jovens e dos jovens entre si, no dia a dia da escola;
• Clarificar os objectivos sociais da escola para jovens e adultos.
• Proporcionar desafios estimulantes para todos os alunos através de um plano de actividades;
• Utilizar todas as oportunidades para melhorar o meio físico envolvente da
escola;
• Desenvolver laços entre a escola, família e a comunidade;
• Promover activamente a saúde e o bem-estar da comunidade escolar;
• Promover activamente a importância do papel do pessoal docente e não docente, enquanto adultos - referência, em questões ligadas à saúde;
• Considerar o papel importante das refeições escolares relativamente ao desenvolvimento da educação para a saúde;
• Reconhecer o potencial dos serviços especializados da comunidade para aconselhamento e suporte na educação para a saúde;
• Envolver os pais/encarregados de educação na problemática da Educação para a Saúde;
• Criar estruturas de acompanhamento/aconselhamento dos alunos.

Uma escola promotora de saúde é caracterizada como:
• uma escola que reforça constantemente a sua capacidade de se constituir como setting saudável para viver, aprender e trabalhar (OMS 1998);
• que promove a saúde e a aprendizagem com todas as ferramentas que tem à sua disposição; reúne profissionais de saúde e da educação, professores, estudantes, pais e membros/líderes da comunidade num esforço conjunto para promover a saúde;
• que pode favorecer a criação de um ambiente escolar saudável, educação escolar para a saúde e criação de serviços de saúde nas escolas, numa perspectiva de desenvolvimento de projectos nos quais participem a escola e a comunidade, no âmbito do equilíbrio nutricional e da segurança alimentar;
• que pode melhorar a saúde da população escolar, estudantes, professores e demais funcionários, bem como famílias e membros de comunidade;
• que pode desenvolver trabalhos com os líderes da comunidade para ajudá-los a compreender como a comunidade contribui para a saúde e educação.

Desde os 1950 que as escolas são reconhecidas como um setting popular para a promoção e educação para a saúde.

A OMS estabeleceu um conjunto de guidelines sobre as quais as escolas teriam de trabalhar para que alcançassem o estatuto de escola promotora de saúde, que cobrem seis áreas:
• Construção de políticas públicas saudáveis
• Criação de ambientes de suporte
• Reforço da acção comunitária
• Desenvolvimento de competências pessoais
• Reorientação dos serviços de saúde

A saúde e o bem estar do pessoal escolar é importante para a promoção da saúde na escola. O entusiasmo e o compromisso da população escolar são importantes para o desenrolar dos programas escolares de promoção da saúde. Um ou dois elementos desligados do processo podem comprometer toda a implementação de um programa. No entanto, professores demasiado comprometidos ou pouco apoiados podem encontrar dificuldades em iniciar novos programas (Lister-Sharp, 1999).
A abordagem pelo modelo das escolas promotoras de saúde (EPS) mostrou ter benefícios ao nível de (Stewart-Brown, 2006):
• Ambiente físico e social da escola
• Desenvolvimento da comunidade escolar
• Oferta alimentar
• Oferta de programas de exercício físico

O mesmo autor, refere estudos que encontraram evidência de melhorias ao nível dos comportamentos de saúde, tais como comportamentos relacionados com a ingestão alimentar, bem como evidência de que a abordagem da EPS traz benefícios ao nível do bem estar mental e social, tal como boa auto-estima e diminuição de comportamentos agressivos.
Contudo, não há evidência de que este tipo de abordagem é mais efectiva do que outras abordagens para a promoção da saúde nas escolas.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A Criança, a Escola e a Saúde Mental - 2ª Parte

Como forma de apoio à criança com vista à sua integração e acolhimento no meio escola, há que ter em atenção diferentes instâncias facilitadoras do processo de socialização: confiança, autonomia, iniciativa empatia e auto-estima.
a) Confiança - é a crença nos outros que permite à criança aventurar-se à acção, sabendo que as pessoas de quem depende lhe proporcionarão o apoio e o encorajamento necessários. "Estar presente e ser autentico" (João dos Santos).
b) Autonomia - é a capacidade de independência e de exploração, embora necessite de uma ligação muito estreita com os educadores (pais e professores), a criança também precisa de desenvolver uma percepção de si própria como pessoa distinta que é capaz de fazer as suas escolhas e de realizar coisas para si própria
c) Iniciativa - é a capacidade de que a criança tem de começar uma tarefa e de a levar até ao fim. É a capacidade de que a criança tem de começar uma tarefa e de a levar até ao fim, de avaliar uma situação e de actuar de acordo com o entendimento que tem dessa situação.
d) Empatia - é a capacidade que permite à criança compreender os sentimentos dos outros por os poder relacionar com sentimentos que ela própria já experimentou. os adultos reforçam a capacidade de empatia se corresponderem e reconhecerem os sentimentos das crianças e se as encorajarem a participar e cooperarem com os pares.
e) Auto-estima - a confiança positiva na nossa própria capacidade de dar contributos positivos a outras pessoas ou situações, um núcleo forte de orgulho interior - é uma atitude que pode sustentar as crianças nas dificuldades e pressões das suas vidas. A auto-estima desenvolve-se quando a confiança, a autonomia, a iniciativa e a empatia estão firmemente enraizadas e quando as crianças têm oportunidades de realizar experiências com sucesso. Ironicamente, são as experiências negativas proporcionam as melhores alturas para construir a auto-estima, se os adultos tiverem paciência necessária para adoptarem o ponto de vista da criança e encorajarem a resolução de problemas.

As experiências de movimento não são apenas importantes para o desenvolvimento físico das crianças, são-no também para o fortalecimento das suas capacidades sociais e cognitivas. Por exemplo, ter êxito nas actividades de movimento aumenta o sentimento de competência e de auto-estima da criança. Além disso, as actividades de movimento proporcionam ocasiões para a prática de aptidões valiosas como as capacidades de prestar atenção de seguir instruções e de relacionar linguagem com movimento - todas elas capacidades que contribuem para as aptidões académicas da criança.
Torna-se necessário um trabalho dinâmico e permanente a nível institucional e transdisciplinar, onde profissionais do ensino, da saúde, a própria família, comunidade, poder local, trabalhem em parceria para proporcionar as melhores condições para um ambiente de aprendizagem.

Os programas de saúde escolar desenvolvidos nas instituições de ensino podem ajudar os estudantes a responder a um conjunto de riscos que possam comprometer um desenvolvimento saudável. A educação, para além do papel formal de “ensinar” terá que: ir de encontro a estilos de vida saudável, promover acções para o cuidado e protecção das crianças e jovens e criar mecanismos para a construção de uma cultura de saúde.
Um programa de saúde escolar a promoção e a prevenção devem considerar-se como uma estratégia fundamental e indispensável para o programa. A estratégia é o meio para atingir objectivos que responde à pergunta que é “como fazer?”.


A Saude Mental e a Escola


Por definição entendemos que a saúde mental é a capacidade de adaptar-se às situações diárias ou dificuldades que a vida quotidiana apresenta.


A saúde mental de uma criança é um processo constante de adaptação às suas próprias transformações biológicas, crescimento, e às mudanças psicológicas de forma a entender o seu mundo e o mundo que o rodeia ao longo das diferentes idades em função das capacidades que vai adquirindo e decorrente das relações que estabelece com o exterior.
A saúde mental é um processo de adaptação que depende de factores endógenos e exógenos. Se este processo se altera, por diversas razões, pode produzir alterações no comportamento ou transtornos mais ou menos graves.
A abordagem da saúde mental passa por uma dimensão integral onde se consideram os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, que modificam o estado de saúde de uma criança e a sua qualidade de vida depende de muitos factores, tais como o comportamento humano, onde a culturalidade necessita ser compreendida e respeitada.
As condições de vida como a pobreza, desigualdade, discriminação, falta de equidade são factores que produzem dano psicossocial, causando um grande impacto na família que é a unidade fundamental da sociedade e meio natural onde se desenvolvem as crianças. Estas são um grupo vulnerável, devem ser protegidos, ajudados e educados por princípios de convivência sã, ambiente de respeito, num contexto construtivo de valores, virtudes e tolerância.

Existe predisponência hereditária para a doença mental que se adquirem e desenvolvem decorrentes da interacção com determinados ambientes e que produzem alterações ou transtornos mentais em crianças/jovens, bem como causa desconhecidas.

A OMS – Health for all – estabeleceu metas de saúde para os próximos anos, tendo a promoção da saúde e os estilos de vida saudáveis uma abordagem privilegiada no ambiente escolar, e os serviços de saúde um importante papel na promoção, prevenção, diagnostico e tratamento, no que se refere à saúde das suas crianças.


Programa Nacional de Saúde Escolar
Despacho nº 12.045/2006 (2ª série) Publicado no DR nº 110 de 7 de Junho

Evolução
1901 - Inicio da saúde escolar
1971 – Centros de Medicina Pedagógica (Lisboa, Porto e Coimbra)
1993 – extinção dos Centros de medicina pedagógica, ARS
1994 - Parceria entre Ministérios da Educação e da Saúde, visando a colaboração activa entre as escolas e centros de saúde.
assumpção de responsabilidades complementares face à promoção da saúde da
comunidade educativa2002 – Ministério da Saúde com a tutela da Saúde Escolar – Centros de saúde
Plano Nacional de Saúde – 2004 a 2010
PNS – Plano Nacional de Intervenção Integrada sobre Factores Determinantes da Saúde Relacionados com Estilos de Vida. Visa reduzir a prevalência dos factores de risco de doenças crónicas não transmissíveis e aumentar os factores de protecção relacionados com os estilos de vida. As actividades preconizadas deverão ser orientadas para os determinantes de saúde, como a alimentação, a actividade física e a gestão do stress e os factores de risco como o tabaco e o alcool, entre outros, a abordar de forma integrada intersectorial e multidisciplinar, onde a articulação com o sector da educação é indispensável. (Programa Nacional de Saúde Escolar, 2006).


O Programa Nacional de Intervenção Integrada sobre Factores Determinantes de Saúde relacionados com os estilos de vida inscreve-se no PNS e visa reduzir a prevalência dos factores de risco de doenças crónicas não transmissíveis e aumentar os factores de protecção relacionados com os estilos de vida. As actividades que preconiza deverão ser orientadas para determinantes de saúde, como alimentação, a actividade física e a gestão do stress e os factores de risco como o tabaco e o álcool, entre outros, a abordar de forma integrada, intersectorial e multidisciplinar, onde a articulação com o sector da educação é indispensável.
Programa Nacional de Intervenção Integrada sobre Factores Determinantes de saúde
- Alimentação
- Actividade física
- Gestão do stress
- Tabaco
- Álcool

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Criança, a Escola e a Saúde Mental - 1ª Parte

12:59
Depois da família, a escola é o agente mais importante da socialização da criança. Com a entrada na escola, a criança entra num contexto social mais amplo e diferenciado. Especialmente para as crianças que nunca puderam frequentar a creche ou o jardim infantil, a escola primaria representa a primeira experiência de relações mais amplas e constantes fora do círculo familiar, a primeira relação com o grupo de colegas e com figuras de adultos estáveis diferentes das familiares.
Durante um grande período da vida, todas as crianças e jovens são acolhidos pela escola, e é neste espaço de tempo em que se desenvolvem fisicamente, cognitivamente e se desenvolvem competências fundamentais para a formação da personalidade, a escola irá, portanto, continuar, integrar e ampliar a obra educativa dos pais. Depois da família, é a escola que exerce a influência máxima.

A escola é uma organização complexa e com níveis hierárquicos de funcionamento
Á Escola esperam-se novos desafios:
• Transmissão de conhecimentos
• Educar para os valores
• Promover a saúde
• Actividade cívica dos alunos
• Promoção de autonomia

A educação falha se não toma cm consideração todas as interligações da criança com o ambiente, se está, distanciada da sua vida real, das condições subjectivas, da história precedente do desenvolvimento de cada aluno, das suas capacidades e interesses.
A etapa da infância e adolescência assume extrema importância e vulnerabilidade, estes jovens vão se encontrar num processo de formação de hábitos, crenças e competências, que irão permitir desenvolver o sujeito como pessoa e cidadão. Se bem que aos seis anos o desenvolvimento mental e social da criança já seja adequado para enfrentar a experiência escolar, a entrada na escola representa sempre um trauma afectivo. A criança que nunca frequentou a creche entra num mundo desconhecido, onde vigoram regras e relações nunca antes experimentadas. De centro da atenção familiar, ela torna-se num anónimo entre vários. Agora deve contar com os outros.
A criança em idade escolar continua a depender dos pais, quer material quer emotivamente e, simultaneamente, torna-se mais ampla a área das relações com o grupo dos colegas. A escola representa o lugar privilegiado onde ela tem a oportunidade de experimentar novas relações interpessoais que a ajudam no seu processo de socialização e onde pode exercer uma certa independência própria. Aqui tem a ocasião de ser aprovada ou desaprovada. Toma contacto com outras crianças, que lhe dão a oportunidade de rever as suas relações primárias com os irmãos e as irmãs.
Há crianças que podem encontrar dificuldade em fazer amizades, porque transferem para as novas relações com os pares as dificuldades e os conflitos do seu ambiente. A este respeito é muito importante a acção do professor acompanhando cada criança, intervindo no momento oportuno, tranquilizando a criança. Ele (o professor) tem uma função determinante no êxito ou insucesso escolar da criança. Pode organizar as emoções da criança e canalizá-las com vista à realização de determinadas metas escolares.
As novas amizades e o grau de aceitação de que goza podem reforçar na criança a sua auto-consideração fazendo-lhe compreender que é capaz de amar e que consegue fazer-se estimar e amar por seu lado; pode diminuir o seu sentimento de culpa e aumentar a confiança em si própria e nos outros. Além disso a criança descobre as suas insuficiências e a necessidade de se completar na relação com os outros, descobre o prazer da solidariedade do grupo e é levada a sublimar e superar sentimentos de inveja e de ciúme. A criança torna-se, cada vez mais, capaz de se pôr em pontos de vista diferentes do seu, e isto torna possível formas de colaboração, além das do jogo, em actividades de exploração, de construção, onde é necessária uma actividade de projecção colectiva.
O primeiro encontro da criança na escola é com o professor. Ele recria uma nova relação afectiva, caracterizada frequentemente pela ambivalência. Em muitos aspectos a relação criança-professor copia a relação filho-pais, sobretudo na escola primária; na escola secundária o ambiente assemelha-se menos ao familiar.
O professor constitui um modelo notável de identificação, fora da família e o processo de identificação é certamente favorecido pelo facto de que a criança, na escola primária, tem um único professor. Contudo, enquanto que uma parte da turma se identifica mais completamente com o agente socializador, a outra parte identifica-se mais com o grupo dos pares.
O professor, numa sociedade onde a família está em crise e quase ausente da socialização da criança, substitui-se aos pais. Ele conduz o aluno a assumir novas atitudes mentais, novos valores, novos conhecimentos e novas motivações.
Na presença dos factores socioculturais que influenciam no rendimento escolar, dos problemas e conflitos psicológicos ligados à dinâmica familiar, a escola em vez de estar adequada à tarefa de aplanar as desigualdades iniciais do ambiente social e de ir ao encontro das necessidades dos conflitos psicológicos dos alunos, revela-se frequentemente uma instituição que contribui para a desadaptação.
A escola, que deveria tentar promover os que têm mais necessidade dela, tende inversamente a expeli-los porque embaraçam o trabalho dos «normais» e implicam um maior empenhamento do professor com o ensino individualizado; e também porque os que já sabem teriam de outra forma, sacrificar tempo para esperar que crescesse o nível dos que não sabem e que apresentam dificuldades em aprender.
Como já foi referido, um dos períodos mais dramáticos na infância corresponde à entrada na escola, especialmente se não frequentou a pré-primária, podemos constar que existem uma crise de componentes ao mesmo tempo psico-fisiológicos e psico-sociais.
Do ponto de vista físico coincide com o fim da primeira dentição, o alongamento da estrutura que torna a criança mais delgada, mais frágil, pelo menos de aspecto, e mais receptiva ás doenças contagiosas.
Do ponto de vista mental, o interesse da criança que se concentrava em si própria passa a incidir sobre as coisas, sobre o mundo exterior e sobre o desejo de compreender as intenções das pessoas. A criança passa a preocupar-se com a opinião dos outros e procura entrar em relações com os seus semelhantes, dando-se portanto uma modificação mental.
A escola deve ser acolhedora, presentemente a escola já deixou de ser representada pelo professor austero, exigente, que nunca sorria, aliás já está (a escola) cada vez mais consciente do seu papel social. Já não se dedica exclusivamente ao ensino e engloba uma série de actividades escolares capazes de atrair a criança, próprias dos seus interesses e especialmente de interesse social. A criança sabe que na escola pode brincar com os colegas, participa em festas e outras actividades de carácter mais lúdico.
No entanto, é sobretudo à família quer compete preparar as crianças para esta nova situação, e sobre isso convém dar aos pais conselhos apropriados. Acontece muitas vezes, quando a criança antes de entrar na escola se porta mal, frequentemente se houve "quem dera o momento de poder meter-te na escola" ou "quando fores para a escola logo vês!". Sugere-se assim à criança a ideia de que a escola é um sítio terrível, onde não se toleram gracejos, onde não se pode fazer nada do que se quer, acima de tudo um local onde se castiga. Tudo isso permanece muito confuso na criança e é justamente essa confusão, muito pouco, representativa, muito pouco intelectualizada, com falta de afectividade, que age, poderosamente sobre a disposição da criança.
(Continua na próxima postagem)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MÚSICA INFANTIL


mais músicas no letras.com.br

cortesia de www.letras.com.br

letras de músicas no letras.com.br

mais músicas no letras.com.br