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quinta-feira, 15 de março de 2012

A Criança, a Escola e a Saúde Mental - 2ª Parte

Como forma de apoio à criança com vista à sua integração e acolhimento no meio escola, há que ter em atenção diferentes instâncias facilitadoras do processo de socialização: confiança, autonomia, iniciativa empatia e auto-estima.
a) Confiança - é a crença nos outros que permite à criança aventurar-se à acção, sabendo que as pessoas de quem depende lhe proporcionarão o apoio e o encorajamento necessários. "Estar presente e ser autentico" (João dos Santos).
b) Autonomia - é a capacidade de independência e de exploração, embora necessite de uma ligação muito estreita com os educadores (pais e professores), a criança também precisa de desenvolver uma percepção de si própria como pessoa distinta que é capaz de fazer as suas escolhas e de realizar coisas para si própria
c) Iniciativa - é a capacidade de que a criança tem de começar uma tarefa e de a levar até ao fim. É a capacidade de que a criança tem de começar uma tarefa e de a levar até ao fim, de avaliar uma situação e de actuar de acordo com o entendimento que tem dessa situação.
d) Empatia - é a capacidade que permite à criança compreender os sentimentos dos outros por os poder relacionar com sentimentos que ela própria já experimentou. os adultos reforçam a capacidade de empatia se corresponderem e reconhecerem os sentimentos das crianças e se as encorajarem a participar e cooperarem com os pares.
e) Auto-estima - a confiança positiva na nossa própria capacidade de dar contributos positivos a outras pessoas ou situações, um núcleo forte de orgulho interior - é uma atitude que pode sustentar as crianças nas dificuldades e pressões das suas vidas. A auto-estima desenvolve-se quando a confiança, a autonomia, a iniciativa e a empatia estão firmemente enraizadas e quando as crianças têm oportunidades de realizar experiências com sucesso. Ironicamente, são as experiências negativas proporcionam as melhores alturas para construir a auto-estima, se os adultos tiverem paciência necessária para adoptarem o ponto de vista da criança e encorajarem a resolução de problemas.

As experiências de movimento não são apenas importantes para o desenvolvimento físico das crianças, são-no também para o fortalecimento das suas capacidades sociais e cognitivas. Por exemplo, ter êxito nas actividades de movimento aumenta o sentimento de competência e de auto-estima da criança. Além disso, as actividades de movimento proporcionam ocasiões para a prática de aptidões valiosas como as capacidades de prestar atenção de seguir instruções e de relacionar linguagem com movimento - todas elas capacidades que contribuem para as aptidões académicas da criança.
Torna-se necessário um trabalho dinâmico e permanente a nível institucional e transdisciplinar, onde profissionais do ensino, da saúde, a própria família, comunidade, poder local, trabalhem em parceria para proporcionar as melhores condições para um ambiente de aprendizagem.

Os programas de saúde escolar desenvolvidos nas instituições de ensino podem ajudar os estudantes a responder a um conjunto de riscos que possam comprometer um desenvolvimento saudável. A educação, para além do papel formal de “ensinar” terá que: ir de encontro a estilos de vida saudável, promover acções para o cuidado e protecção das crianças e jovens e criar mecanismos para a construção de uma cultura de saúde.
Um programa de saúde escolar a promoção e a prevenção devem considerar-se como uma estratégia fundamental e indispensável para o programa. A estratégia é o meio para atingir objectivos que responde à pergunta que é “como fazer?”.


A Saude Mental e a Escola


Por definição entendemos que a saúde mental é a capacidade de adaptar-se às situações diárias ou dificuldades que a vida quotidiana apresenta.


A saúde mental de uma criança é um processo constante de adaptação às suas próprias transformações biológicas, crescimento, e às mudanças psicológicas de forma a entender o seu mundo e o mundo que o rodeia ao longo das diferentes idades em função das capacidades que vai adquirindo e decorrente das relações que estabelece com o exterior.
A saúde mental é um processo de adaptação que depende de factores endógenos e exógenos. Se este processo se altera, por diversas razões, pode produzir alterações no comportamento ou transtornos mais ou menos graves.
A abordagem da saúde mental passa por uma dimensão integral onde se consideram os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, que modificam o estado de saúde de uma criança e a sua qualidade de vida depende de muitos factores, tais como o comportamento humano, onde a culturalidade necessita ser compreendida e respeitada.
As condições de vida como a pobreza, desigualdade, discriminação, falta de equidade são factores que produzem dano psicossocial, causando um grande impacto na família que é a unidade fundamental da sociedade e meio natural onde se desenvolvem as crianças. Estas são um grupo vulnerável, devem ser protegidos, ajudados e educados por princípios de convivência sã, ambiente de respeito, num contexto construtivo de valores, virtudes e tolerância.

Existe predisponência hereditária para a doença mental que se adquirem e desenvolvem decorrentes da interacção com determinados ambientes e que produzem alterações ou transtornos mentais em crianças/jovens, bem como causa desconhecidas.

A OMS – Health for all – estabeleceu metas de saúde para os próximos anos, tendo a promoção da saúde e os estilos de vida saudáveis uma abordagem privilegiada no ambiente escolar, e os serviços de saúde um importante papel na promoção, prevenção, diagnostico e tratamento, no que se refere à saúde das suas crianças.


Programa Nacional de Saúde Escolar
Despacho nº 12.045/2006 (2ª série) Publicado no DR nº 110 de 7 de Junho

Evolução
1901 - Inicio da saúde escolar
1971 – Centros de Medicina Pedagógica (Lisboa, Porto e Coimbra)
1993 – extinção dos Centros de medicina pedagógica, ARS
1994 - Parceria entre Ministérios da Educação e da Saúde, visando a colaboração activa entre as escolas e centros de saúde.
assumpção de responsabilidades complementares face à promoção da saúde da
comunidade educativa2002 – Ministério da Saúde com a tutela da Saúde Escolar – Centros de saúde
Plano Nacional de Saúde – 2004 a 2010
PNS – Plano Nacional de Intervenção Integrada sobre Factores Determinantes da Saúde Relacionados com Estilos de Vida. Visa reduzir a prevalência dos factores de risco de doenças crónicas não transmissíveis e aumentar os factores de protecção relacionados com os estilos de vida. As actividades preconizadas deverão ser orientadas para os determinantes de saúde, como a alimentação, a actividade física e a gestão do stress e os factores de risco como o tabaco e o alcool, entre outros, a abordar de forma integrada intersectorial e multidisciplinar, onde a articulação com o sector da educação é indispensável. (Programa Nacional de Saúde Escolar, 2006).


O Programa Nacional de Intervenção Integrada sobre Factores Determinantes de Saúde relacionados com os estilos de vida inscreve-se no PNS e visa reduzir a prevalência dos factores de risco de doenças crónicas não transmissíveis e aumentar os factores de protecção relacionados com os estilos de vida. As actividades que preconiza deverão ser orientadas para determinantes de saúde, como alimentação, a actividade física e a gestão do stress e os factores de risco como o tabaco e o álcool, entre outros, a abordar de forma integrada, intersectorial e multidisciplinar, onde a articulação com o sector da educação é indispensável.
Programa Nacional de Intervenção Integrada sobre Factores Determinantes de saúde
- Alimentação
- Actividade física
- Gestão do stress
- Tabaco
- Álcool

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